Retratos do Fim da Linha

Cirlei

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Cirlei chegou há 8 anos no Carandiru vinda de uma violenta experiência imobiliária. Morava no Jacarezinho e vendeu sua casa em busca de uma vida mais calma no Conjunto Nova Sepetiba, Zona Oeste. Lá passou alguns meses até que foi expulsa do novo lar por um mafioso local. Conta que saiu para fazer compras e quando voltou outras pessoas ocupavam sua casa. O mafioso havia vendido, como se fosse dele, a nova morada de Cirlei para outras pessoas. Como consolo o homem disse a Cirlei que ocupasse outra casa de outra pessoa mas que não dissesse que tinha sua autorização. A mulher ficou sem teto e sem  dinheiro, acabando no Carandiru pela ajuda de uma amiga. Hoje vive com uma neta e uma filha adotiva, que acolheu pois a família que morava ali mesmo no Carandiru a “maltratava”. A criança foi “dada” a ela pela família.

Cirlei diz que faltam opções de lazer e esporte para as crianças da região. Reclama da ausência de ONGs e projetos sociais. “As crianças não tem como se desenvolver”.

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