Retratos do Fim da Linha

Sonia

Sonia relata que chegou até a Direne vinda de Engenheiro Pedreira, nas redondezas de Japeri. Descreve como motivo de sua mudança de endereço uma briga familiar. Morava com os filhos, estes casaram e juntaram as famílias. Sonia se aborreceu com uma nora e saiu de casa. Já se passaram 13 anos desde então, foi uma das primeiras moradoras da ocupação. “Moro eu e Deus”. Sonia lembra das dificuldades iniciais que o grupo que ocupou a fábrica teve. Foram diversas tentativas de ocupação até se estabelecerem. “A polícia tirava e agente voltava, e assim foi”.

Sonia que hoje tem seu pequeno negócio, sempre trabalhou, a começar pela própria casa na infância. “Se não lutar não se tem nada”.

Sobre as condições do prédio, diz que a estrutura não está agüentando. E sobre a promessa de reassentamento, comenta – “Se vier (o reassentamento) a gente tem que sair, mas tem muita gente por aí pior que nós”.