Retratos do Fim da Linha

Antonieta

Antonieta é paulista e chegou da capital de São Paulo há 3 anos, após ter se separado. Ela já havia morado no Rio em outras oportunidades, mas chegou até a Direne pois sua filha mora na ocupação. Alugou um pequeno quarto de alvenaria ao lado da filha, que fica na área aberta da antiga fábrica de plásticos. Diz que trabalhou a vida inteira “de faxina”, mas hoje em dia, por causa da idade, não consegue mais suportar fisicamente a função. Conta que paga sua aposentadoria pelo INSS, mas não sabe se vai conseguir receber, “pois Deus pode me chamar antes”.

Relata que foi muito difícil se adaptar às condições de vida da Direne.“A água entra dentro da casa da gente, o esgoto é aberto. E lá pra dentro é ainda pior” (em referência a outras habitações da ocupação). “É muito ruim morar aqui, mas o que vamos fazer, a gente precisa”.