Retratos do Fim da Linha

Luzia

“Quando eu vim parar aqui tava boa (de saúde), mas tive um AVC. Andei a pé até a UPA e foi muito bom (o atendimento)”. D. Luzia se recuperou do seu acidente vascular cerebral e hoje não tem sequelas aparentes. Conta que chegou à Direne há três anos, pois morava de aluguel. Hoje mora com o filho em espaço adaptado de uma antiga sala da fábrica de plásticos. “Comprei aqui, pensando que um dia iam tirar a gente”. Luzia nasceu na Paraíba e veio para o Rio quando tinha apenas 17 anos. “Vim com meu tio. Ele me deixou, fiquei sozinha. Tenho 3 filhos”. Comenta que não tem nada a dizer sobre as condições de habitação da Direne. “Aqui é um ajudando o outro. Tô com Deus. Vou para a praia de Copacabana vender bala de côco. Sempre trabalhei em casa de família. Como trabalhei…”.